domingo, 19 de junho de 2016

Obrigado. Por me elevares sempre o espírito. Seja com gargalhadas que vão dos 0 aos 100 em frações de segundos, ou com as festas que me fazes no existir. Obrigado.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Hoje conheci um passaro. Verde com penas azuis assimétricas, sujas. Ouvi o seu cantar ao longe, que cantar tão estranho, ao longe parecia a batida de uma boîte dos anos 80. À medida que se aproximava comecei a discernir o que cantava.... and if a double-decker bus crashes into us, to die by your side it's such a heavenly way to die... O meu coração aqueceu.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Continuo agarrado ao 6 como se não houvesse mais nenhum. Passei pelo 7 feliz e cuspi-lhe em cima para me agarrar ao 6. Continuo a cuspir no futuro sem lhe olhar nos olhos. E continuo a escrever como se me servisse de alguma coisa, como servisse sequer de desabafo, como se me aju

quinta-feira, 9 de junho de 2016

A depressão é a única coisa que não te pode salvar. O mundo visto pelo gargalo de uma garrafa, afogado e afunilado. Hoje combato ter força para me levantar, literalmente. Hoje, no primeiro de dois dias do ano que deveria estar ao teu lado, tento soltar as amarras que me pus a mim mesmo só para poder correr para ti, para poder abraçar-te, não sei se por ti, se por mim. O meu coração quase me sai de dentro, quase me rebenta de tão forte batida. Só te queria perguntar como estás, e tirar esta angustia em tamanho de bola de ténis que tenho a marcar o tempo com o coração. Só te queria ouvir dizer que estás bem, embora eu saiba que não estarás, só te queria dizer que estou aqui, e estarei sempre que precisares, mas não posso. Infelizmente não posso, talvez me vá arrepender, talvez já esteja arrependido antes de não o fazer, e a solidão não ajuda nada.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Eu estou em pé, no centro de um corredor apertado. O tempo passa por mim, como uma corrente de ar tingida de preto que vem de trás e embate contra as minhas costas como que tentando empurrar-me para a frente mas sem força suficiente, eu ouço-o a assobiar quando roça os meus ombros. Eu estou em pé, parado. Confuso, tento perceber como é que faço com que aquela perna vá para a frente. Por vezes quase que lá chego, estou mesmo quase lá, estava mesmo quase lá, estive mesmo quase lá várias vezes. Mas o pássaro pintado, passa constantemente aqui no corredor a voar livre, e leva consigo toda a atenção e o esforço que faço durante todo o dia. Ás vezes ainda grito "ó passaro!", ás vezes até parece que se ri, outras como se não conseguisse ouvir, com o barulho do tempo, continua. E eu continuo aqui, focado na minha perna esquerda, a tentar que vá em frente, confuso, sem saber como funcionam os músculos das pernas... ninguém me ensinou e eu não consigo aprender sozinho. Afundado neste barulho grave indecifrável como se debaixo de àgua, a tentar perceber o que se passa à minha volta, a tentar perceber o porquê deste corredor estar iluminado com luz vermelha, onde é que eu estou.
Hoje escrevi dois ou três textos. Em papel e na minha cabeça. Não os posso publicar porque são do mais exposto que já estive. São do mais visceral que já escrevi. E é como se não os tivesse escrito. As minhas entranhas à vista de todos, os meus olhos no sitio do costume. O coração junto aos olhos. E nem são bons sequer. Gostava de poder escrever tudo o que me vem à cabeça, mas isto deixaria de ser um blogue, e embora eu não goste da palavra (blogue), acho que ficamos melhor assim. A falar de coisas em metáforas, com duplos sentidos e com sitio por onde fugir.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Junho + Maio

A dois de Junho, Maio ainda não acabou. Consegui arrastar Maio e somar a Junho. E que belo resultado. Hoje já me faz sentido quando a minha Mãe diz "tu eras enorme quando nasceste, não sei como é que cabias". Acho mesmo que veio usado, o meu corpo, já tinha tido um dono anterior, mais esperto que eu... Não tá bom volta pra trás! Era o que eu devia ter feito também. Para a próxima vou me tentar lembrar "tu vais ficar com isto até morreres".